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Indicadores-chave para startups: o que medir antes de escalar

Atualizado: 11 de fev.

Veja quais são as principais métricas que ditam o verdadeiro ritmo de crescimento da sua startup.


Indicadores-Chave, mais conhecidos como Key Performance Indicator (KPI), são indispensáveis para empresas que desejam crescer de maneira orgânica no mercado. 


É a principal forma de medir quais estratégias estão funcionando e como os clientes recepcionam a marca e os produtos ou serviços. Ainda assim, como saber quais são os indicadores qualificados para acompanhar?


Neste artigo, vamos te apresentar os principais indicadores que você deve acompanhar desde o início da sua startup.


quais indicadores-chave devem ser acompanhados desde o início da startup
Indicadores-chave conduzem startups a tomarem decisões mais assertivas para o negócio.

Qual é a importância dos indicadores-chave?


Construir estratégias e campanhas ajudam na visibilidade da startup, e são os indicadores-chave apontam o que funcionou ou não. Sem eles, é complicado direcionar novas ações e captar leads qualificados, além de atrasar as metas estabelecidas até então.


Para definir quais indicadores precisam de acompanhamento, é preciso definir a meta e como pretendem atingi-la. 


Com isso tudo no papel, é hora de conhecer os diferentes tipos de indicadores-chave.


Tipos de indicadores-chave


Para cada meta, existe um indicador diferente. E ainda assim todos são válidos de acompanhar. Então, antes de definir quais KPIs precisam de acompanhamento, defina a meta real e o período para analisar os resultados.


Confira os principais indicadores que sua startup precisa ficar de olho desde o começo.


Indicadores-chave de validação e mercado


Antes de escalar sua startup, é preciso provar valor ao mercado e aos potenciais clientes. 


  • Taxas de retenção: mostra quantos clientes continuam usando a sua solução ao longo do tempo. Quanto maior for a taxa, melhor;

  • Churn: indica quantos clientes deixaram de usar ou cancelaram a solução em um determinado período. Quanto menor, melhor;

  • NPS (Net Promoter Score): mede o nível de satisfação e recomendação dos clientes;

  • Feedbacks: são importantes para aprimorar processos e atender melhor as necessidades dos clientes;

  • Frequência de uso: indica com que regularidade o cliente utiliza o produto ou serviço. Se a solução é usada raramente, mesmo que não seja cancelada, existe um risco silencioso de churn no futuro.


Aqui os indicadores vão te mostrar o que está funcionando ou não, te ajudar a redefinir estratégias e refinar o que pode ser melhorado.


Indicadores-chave financeiros


Mesmo que sua startup esteja em fase inicial ou ainda não tenha um faturamento sólido, os KPIs financeiros têm um peso gigante no funcionamento da empresa e precisam ser acompanhados de perto.


São eles:


  • Faturamento mensal: quanto dinheiro a startup gera em um mês a partir da venda de seus produtos ou serviços. Observe as tendências mês a mês;

  • Ticket médio: indica quanto, em média, cada cliente gasta com a sua solução. Um ticket mais elevado pede maior percepção de valor;

  • CAC (Custo de Aquisição de Cliente): mostra quanto sua startup gasta para adquirir um novo cliente. Acompanhar esse indicador desde cedo evita um erro comum: crescer em clientes, mas perder dinheiro a cada venda;

  • LTV (Lifetime Value): representa quanto um cliente gera de receita ao longo de todo o relacionamento com a startup. Se o LTV é maior que o CAC, o modelo de negócio é estável;

  • Burn Rate: quanto dinheiro a startup gasta por mês para manter a operação funcionando, além de indicar a necessidade de captação.


A vida financeira faz com que sua startup respire e sobreviva ao mercado, então tenha a atenção voltada para estes KPIs financeiros.


Indicadores-chave de crescimento e aquisição


Com a solução validada e dando retorno financeiro, mesmo que pequeno, o ideal agora é olhar para o crescimento do negócio e definir os próximos passos da sua estratégia.


O que vai te indicar tudo isso é:


  • Taxa de conversão: quantos leads avançam para a próxima etapa do funil, seja uma venda, um contato comercial ou um teste da solução;

  • Leads gerados: quantas pessoas demonstraram interesse real na solução, seja ao preencher um formulário, baixar um material ou entrar em contato;

  • Canais de aquisição: analise quais canais estão dando maior retorno, considerando qualidade do lead, custo e taxa de conversão;

  • Custo por canal: mostra quanto a startup investe em cada canal de aquisição para gerar leads ou clientes.


Se o crescimento for exponencial e permite idealizar um cenário otimista, então os números serão positivos e novas medidas podem ser tomadas em relação ao seu modelo de negócio.


Indicadores-chave de operação e time


Mesmo que seu time seja pequeno — ou até mesmo formado pelo próprio founder —, os KPIs de operação precisam ser conferidos.


Os indicadores-chave de time podem mapear os processos internos e externos, desde produtividade até o tempo médio de atendimento ao cliente.


O que você pode conferir:


  • Produtividade por sprint: quanto o time consegue transformar planejamento em execução em um período definido;

  • Gargalos recorrentes: onde os processos travam com frequência, atrasando entregas ou sobrecarregando pessoas. Ignorar costuma gerar retrabalho, desgaste do time e perda de qualidade;

  • Tempo médio de resposta ao cliente: mede quanto tempo a startup leva para responder o cliente, seja em suporte, vendas ou atendimento geral. Respostas rápidas podem incrementar a experiência do cliente;

  • Capacidade do time versus demanda: esse indicador compara o quanto o time consegue entregar com o volume real de demandas que chegam.


Com esses indicadores-chave em mãos, é possível ter uma visão macro da sua operação e aprimorar processos.


O erro mais comum: medir demais os indicadores-chave e decidir de menos


Se você tiver acesso a informações e dados, mas não agir, prejudica no crescimento da sua startup. 


Os indicadores-chave servem justamente para que o fundador e sua equipe possa tomar decisões assertivas dentro do negócio, e expandir no mercado. Se for apenas para preencher planilhas, então as metas se tornam vazias de significado. 


Antes de decidir quais indicadores serão analisados, as metas precisam ser definidas desde o começo. E mesmo que sua operação seja enxuta, gera histórico de crescimento da startup.


Todos os dados precisam ser analisados e depois virar ação dentro e fora da startup. O que pode gerar reações positivas no mercado e no relacionamento do cliente com a marca.


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