Indicadores-chave para startups: o que medir antes de escalar
- Pateo76

- 10 de fev.
- 5 min de leitura
Atualizado: 11 de fev.
Veja quais são as principais métricas que ditam o verdadeiro ritmo de crescimento da sua startup.
Indicadores-Chave, mais conhecidos como Key Performance Indicator (KPI), são indispensáveis para empresas que desejam crescer de maneira orgânica no mercado.
É a principal forma de medir quais estratégias estão funcionando e como os clientes recepcionam a marca e os produtos ou serviços. Ainda assim, como saber quais são os indicadores qualificados para acompanhar?
Neste artigo, vamos te apresentar os principais indicadores que você deve acompanhar desde o início da sua startup.

Qual é a importância dos indicadores-chave?
Construir estratégias e campanhas ajudam na visibilidade da startup, e são os indicadores-chave apontam o que funcionou ou não. Sem eles, é complicado direcionar novas ações e captar leads qualificados, além de atrasar as metas estabelecidas até então.
Para definir quais indicadores precisam de acompanhamento, é preciso definir a meta e como pretendem atingi-la.
Com isso tudo no papel, é hora de conhecer os diferentes tipos de indicadores-chave.
Tipos de indicadores-chave
Para cada meta, existe um indicador diferente. E ainda assim todos são válidos de acompanhar. Então, antes de definir quais KPIs precisam de acompanhamento, defina a meta real e o período para analisar os resultados.
Confira os principais indicadores que sua startup precisa ficar de olho desde o começo.
Indicadores-chave de validação e mercado
Antes de escalar sua startup, é preciso provar valor ao mercado e aos potenciais clientes.
Taxas de retenção: mostra quantos clientes continuam usando a sua solução ao longo do tempo. Quanto maior for a taxa, melhor;
Churn: indica quantos clientes deixaram de usar ou cancelaram a solução em um determinado período. Quanto menor, melhor;
NPS (Net Promoter Score): mede o nível de satisfação e recomendação dos clientes;
Feedbacks: são importantes para aprimorar processos e atender melhor as necessidades dos clientes;
Frequência de uso: indica com que regularidade o cliente utiliza o produto ou serviço. Se a solução é usada raramente, mesmo que não seja cancelada, existe um risco silencioso de churn no futuro.
Aqui os indicadores vão te mostrar o que está funcionando ou não, te ajudar a redefinir estratégias e refinar o que pode ser melhorado.
Indicadores-chave financeiros
Mesmo que sua startup esteja em fase inicial ou ainda não tenha um faturamento sólido, os KPIs financeiros têm um peso gigante no funcionamento da empresa e precisam ser acompanhados de perto.
São eles:
Faturamento mensal: quanto dinheiro a startup gera em um mês a partir da venda de seus produtos ou serviços. Observe as tendências mês a mês;
Ticket médio: indica quanto, em média, cada cliente gasta com a sua solução. Um ticket mais elevado pede maior percepção de valor;
CAC (Custo de Aquisição de Cliente): mostra quanto sua startup gasta para adquirir um novo cliente. Acompanhar esse indicador desde cedo evita um erro comum: crescer em clientes, mas perder dinheiro a cada venda;
LTV (Lifetime Value): representa quanto um cliente gera de receita ao longo de todo o relacionamento com a startup. Se o LTV é maior que o CAC, o modelo de negócio é estável;
Burn Rate: quanto dinheiro a startup gasta por mês para manter a operação funcionando, além de indicar a necessidade de captação.
A vida financeira faz com que sua startup respire e sobreviva ao mercado, então tenha a atenção voltada para estes KPIs financeiros.
Indicadores-chave de crescimento e aquisição
Com a solução validada e dando retorno financeiro, mesmo que pequeno, o ideal agora é olhar para o crescimento do negócio e definir os próximos passos da sua estratégia.
O que vai te indicar tudo isso é:
Taxa de conversão: quantos leads avançam para a próxima etapa do funil, seja uma venda, um contato comercial ou um teste da solução;
Leads gerados: quantas pessoas demonstraram interesse real na solução, seja ao preencher um formulário, baixar um material ou entrar em contato;
Canais de aquisição: analise quais canais estão dando maior retorno, considerando qualidade do lead, custo e taxa de conversão;
Custo por canal: mostra quanto a startup investe em cada canal de aquisição para gerar leads ou clientes.
Se o crescimento for exponencial e permite idealizar um cenário otimista, então os números serão positivos e novas medidas podem ser tomadas em relação ao seu modelo de negócio.
Indicadores-chave de operação e time
Mesmo que seu time seja pequeno — ou até mesmo formado pelo próprio founder —, os KPIs de operação precisam ser conferidos.
Os indicadores-chave de time podem mapear os processos internos e externos, desde produtividade até o tempo médio de atendimento ao cliente.
O que você pode conferir:
Produtividade por sprint: quanto o time consegue transformar planejamento em execução em um período definido;
Gargalos recorrentes: onde os processos travam com frequência, atrasando entregas ou sobrecarregando pessoas. Ignorar costuma gerar retrabalho, desgaste do time e perda de qualidade;
Tempo médio de resposta ao cliente: mede quanto tempo a startup leva para responder o cliente, seja em suporte, vendas ou atendimento geral. Respostas rápidas podem incrementar a experiência do cliente;
Capacidade do time versus demanda: esse indicador compara o quanto o time consegue entregar com o volume real de demandas que chegam.
Com esses indicadores-chave em mãos, é possível ter uma visão macro da sua operação e aprimorar processos.
O erro mais comum: medir demais os indicadores-chave e decidir de menos
Se você tiver acesso a informações e dados, mas não agir, prejudica no crescimento da sua startup.
Os indicadores-chave servem justamente para que o fundador e sua equipe possa tomar decisões assertivas dentro do negócio, e expandir no mercado. Se for apenas para preencher planilhas, então as metas se tornam vazias de significado.
Antes de decidir quais indicadores serão analisados, as metas precisam ser definidas desde o começo. E mesmo que sua operação seja enxuta, gera histórico de crescimento da startup.
Todos os dados precisam ser analisados e depois virar ação dentro e fora da startup. O que pode gerar reações positivas no mercado e no relacionamento do cliente com a marca.
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